Doutor Yuri Silva Portela, pós-graduado em geriatria e fundador do projeto social Humaniza Sertão, acompanha uma realidade que afeta milhões de brasileiros: a dificuldade de acesso a serviços de saúde em comunidades afastadas dos grandes centros urbanos. Embora o país tenha avançado em diversas áreas relacionadas à assistência médica, ainda existem regiões onde a distância geográfica, a limitação de recursos e a escassez de profissionais representam obstáculos significativos para a população.
Esse cenário se torna ainda mais complexo quando envolve idosos, pessoas com doenças crônicas e famílias em situação de vulnerabilidade social. Em muitos casos, a dificuldade de acesso não está relacionada apenas ao tratamento, mas também à prevenção, ao diagnóstico precoce e à obtenção de informações básicas sobre cuidados com a saúde.
À medida que a população envelhece e as demandas por atendimento aumentam, cresce também a necessidade de desenvolver soluções capazes de aproximar os serviços de saúde das comunidades que mais precisam.
Por que o acesso à saúde ainda é desigual?
O Brasil possui dimensões continentais e realidades muito distintas entre suas regiões. Enquanto algumas localidades contam com ampla oferta de serviços especializados, outras enfrentam dificuldades para disponibilizar atendimentos básicos de forma contínua. Em áreas rurais ou de difícil acesso, deslocamentos longos podem representar uma barreira importante. Muitas famílias precisam percorrer grandes distâncias para realizar consultas, exames ou receber acompanhamento especializado.
Doutor Yuri Silva Portela acompanha discussões relacionadas à saúde comunitária e observa que a desigualdade no acesso continua sendo um dos fatores que mais impactam a prevenção e o tratamento de doenças em populações vulneráveis. Além da distância, questões econômicas e limitações estruturais também influenciam a capacidade de atendimento. Quando esses fatores se combinam, o resultado pode ser o adiamento de cuidados importantes e o agravamento de problemas que poderiam ser tratados precocemente.
Como a prevenção pode reduzir impactos em comunidades vulneráveis?
A medicina preventiva exerce papel fundamental em regiões onde o acesso aos serviços especializados é mais limitado. Ações educativas, orientações sobre hábitos saudáveis e acompanhamento periódico ajudam a reduzir riscos e identificar problemas em fases iniciais. Um exemplo frequente envolve doenças crônicas como hipertensão e diabetes. Quando diagnosticadas precocemente, essas condições podem ser controladas de forma mais eficiente, diminuindo a probabilidade de complicações futuras.
Como pós-graduado em geriatria, Doutor Yuri Silva Portela acompanha temas ligados à prevenção e ao envelhecimento saudável, destacando a importância de iniciativas que levem informação e orientação para comunidades que enfrentam dificuldades de acesso aos serviços de saúde. Outro benefício importante da prevenção está relacionado à redução da sobrecarga nos sistemas de atendimento. Quando problemas são identificados antecipadamente, as intervenções tendem a ser mais simples e eficazes.
Qual a importância das equipes multidisciplinares?
A saúde envolve muito mais do que consultas médicas. Aspectos relacionados à alimentação, saúde mental, reabilitação física, assistência social e orientação jurídica também podem influenciar diretamente a qualidade de vida das pessoas. Por esse motivo, cresce a valorização das equipes multidisciplinares, formadas por profissionais de diferentes áreas que atuam de maneira integrada. Esse modelo permite uma compreensão mais ampla das necessidades das comunidades atendidas.

Doutor Yuri Silva Portela acompanha iniciativas voltadas ao atendimento humanizado e observa que abordagens multidisciplinares frequentemente contribuem para resultados mais completos e duradouros. Em comunidades vulneráveis, essa integração se torna ainda mais relevante, pois muitos desafios estão interligados e exigem respostas que vão além do atendimento clínico tradicional.
Como projetos sociais ajudam a ampliar o acesso à saúde?
Projetos sociais desempenham papel importante ao aproximar serviços e orientações de populações que enfrentam barreiras de acesso. Além dos atendimentos, essas iniciativas frequentemente promovem ações educativas, distribuição de itens essenciais e fortalecimento das redes de apoio comunitário.
O Projeto Humaniza Sertão, fundado por Doutor Yuri Silva Portela, atua há mais de três anos em comunidades carentes localizadas em áreas de difícil acesso no Sertão de Quixadá. A iniciativa reúne mais de 20 profissionais voluntários de diferentes especialidades, incluindo fisioterapeutas, dentistas, psicólogos, nutricionistas e advogados, que realizam ações periódicas voltadas ao atendimento e ao suporte social das populações atendidas. Além dos serviços especializados, o projeto também promove doações de itens essenciais, como cestas básicas e fraldas.
Quais são os desafios para os próximos anos?
O envelhecimento populacional, o crescimento das doenças crônicas e as desigualdades regionais continuarão exigindo atenção dos profissionais, gestores e organizações sociais. A busca por soluções que ampliem o acesso à informação e aos cuidados básicos deverá ganhar importância crescente.
Doutor Yuri Silva Portela acompanha as transformações relacionadas à saúde comunitária e ao atendimento de populações vulneráveis em um contexto onde inclusão, prevenção e humanização se tornam prioridades cada vez mais relevantes. O fortalecimento das ações sociais e das redes de cuidado tende a desempenhar papel fundamental na construção de uma assistência mais acessível e abrangente para diferentes regiões do país.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez
