Elmar Juan Passos Varjão Bomfim destaca a relevância de levar em conta a geração solar distribuída em complexos industriais, pois o assunto demanda decisões que vão além da seleção de módulos e inversores. Em um ambiente produtivo, a energia está ligada à continuidade das operações, à qualidade do fornecimento, à segurança e à manutenção. Um sistema desarticulado pode converter a expectativa de economia em instabilidade elétrica, redução da produtividade e elevação dos custos indiretos.
Entretanto, o ganho técnico e econômico surge quando o projeto é tratado como infraestrutura, com critérios claros de dimensionamento, verificação estrutural, integração às proteções e rotina de operação. Nesse sentido, a engenharia precisa reduzir improvisações, organizar responsabilidades e garantir rastreabilidade do que foi instalado, evitando que a solução envelheça cedo por falta de compatibilização com a realidade da planta.
Perfil de consumo e dimensionamento orientado ao autoconsumo
Segundo Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, o dimensionamento deve partir do perfil de carga, e não da área disponível na cobertura. Curvas horárias, picos de demanda, turnos de produção e sazonalidade ajudam a definir a potência instalada para maximizar autoconsumo e reduzir excedentes em horários de baixa utilização. Ainda assim, a leitura precisa considerar cargas sensíveis, partidas de motores e variações por linha produtiva, porque a aderência do sistema ao consumo real é o que sustenta a previsibilidade do benefício.
Por outro lado, o dimensionamento precisa dialogar com a trajetória do empreendimento, incluindo expansão, troca de layout e novos equipamentos. A partir disso, o projeto pode prever margens técnicas e pontos de ampliação sem exigir revisões profundas em cabos, quadros e proteções. Dessa forma, o sistema não vira um corpo estranho que limita decisões futuras, e passa a acompanhar o crescimento industrial com menor custo de adaptação.
Estrutura, cobertura e segurança na implantação
A verificação estrutural tende a concentrar riscos silenciosos em coberturas industriais com grandes vãos, telhas metálicas e pontos de carga concentrada. Peso adicional, esforços de vento, fixações, caminhos de drenagem e possibilidade de infiltração precisam ser avaliados com rigor, pois falhas nesse nível geram patologias recorrentes, elevam manutenção e podem comprometer garantias. Além disso, escolhas inadequadas de suporte e vedação aumentam a chance de corrosão e perda de desempenho por aquecimento e acúmulo de sujidade.
Conforme analisado por Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, a implantação também deve respeitar o funcionamento do complexo, com logística controlada de materiais, isolamento de áreas, rotas seguras e janelas de intervenção compatíveis com a operação. Logo, planejamento de obra e comissionamento deixam de ser detalhe e passam a proteger a continuidade produtiva, reduzindo risco de incidentes e retrabalho durante a instalação.

Integração elétrica e estabilidade do sistema
A integração elétrica é o ponto em que projetos simples ganham complexidade. Estudos de curto-circuito, seletividade, coordenação de proteções, aterramento e qualidade de energia precisam ser checados, pois inversores interagem com motores, automação e cargas críticas sensíveis a harmônicos, transientes e variações de tensão. Contudo, conectar sem compatibilizar pode gerar disparos de proteção, aquecimento em condutores e instabilidade em processos, anulando o ganho esperado.
Na interpretação de Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, a estabilidade depende de decisões coerentes desde o ponto de conexão até a parametrização e os testes documentados. Transformadores, barramentos, quadros e rotinas de manobra devem estar alinhados ao regime de operação e às exigências da distribuidora.
Operação, manutenção e desempenho ao longo do ciclo de vida
O desempenho de longo prazo não é automático em ambiente industrial. Poeira, fuligem, aerossóis, vibração e variações térmicas afetam sujidade, conexões e aquecimento, exigindo inspeções, limpeza programada, termografia e verificação periódica de strings e conectores. Ainda assim, a rotina de manutenção precisa ser compatível com o calendário de produção, pois intervenções improvisadas elevam risco e podem ampliar indisponibilidade.
Elmar Juan Passos Varjão Bomfim nota que o monitoramento contínuo funciona como ferramenta de gestão, pois permite identificar perdas cedo, comparar geração esperada e realizada e corrigir anomalias antes que virem queda relevante de energia. Por conseguinte, a geração distribuída solar sustenta retorno técnico e econômico com segurança e previsibilidade operacional.
Autor: Anastasia Petrova
